No fim da manhã desta última quarta-feira, 17, os agricultores acompanhados do presidente da CTB José Chaves e o Secretário adjunto de finanças Claudinei se reuniram com o secretário de Agricultura de Estado Mauro Ribeiro, para exporem as dificuldades que os trabalhadores rurais têm encontrado para garantir o plantio anual.
Para os agricultores desde que a lei que proíbe a queimada para plantio foi decretada, em 2005, a produção não tem sido suficiente para garantir o sustento financeiro das famílias.
– A gente não pode queimar, até aí tudo bem. O que podemos fazer é ciscar um espaço de um hectare ou dois para plantar, o que não garante renda nenhuma. Tem produtor que não plantou um pé de milho sequer porque não chegou um trator na área dele. Se o Governo tivesse uma política que garantisse a ida de máquinas para destocar a terra do produtor e gradear, seria melhor – explicou Epitácio Bernardino dos Santos, da Associação Esperança, do Projeto Triunfo.
O Governo tem um programa que deveria prestar auxílio aos agricultores, no entanto, os trabalhadores reclamam que ele é ineficiente. A máquina que estava no local realizando os trabalhos teve um problema e precisou ir para a manutenção. Desde então, eles se encontram a ‘ver navios’.
– Pagamos R$ 80 (hora) por um trator de esteira e R$ 55 e R$ 60 por máquinas de pequeno e médio porte com pneus. Mas às vezes eles deixam de fazer o trabalho do colono para realizar onde tem 10, 20 ou 30 hectares. Não sei por quê! Essa política está errada, pois os pequenos produtores, que somente têm direito a trabalhar em uma pequena parte de terra, estão tendo prejuízos. Não recebemos atenção e estamos passando por sérias dificuldades financeiras sem produção – reclamou.
Ele conta que a sobrevivência dos agricultores no momento crítico tem sido garantida através de trabalhos diários.
– Alguns trabalham para fazendeiros da região, fazendo bicos. Temos uma produção mínima. O que estamos buscando é apoio para produzir quantidade suficiente que possa garantir o alimento das famílias e alguma remuneração financeira com o trabalho – disse Bernardino, comentando que quando a produção é efetiva é possível se plantar arroz, mandioca, leguminosas, milho e feijão.
Na próxima semana, outra reunião
No encontro com os agricultores, o secretário Mauro Ribeiro ouviu as reivindicações e pediu uma semana para apresentar uma soluções para problema. Enfatizou ainda, que mesmo o governo estando vivendo um momento de transição política as reenvidicações serão apresentadas a equipe do novo governo. Declarou ainda que irá procurar o secretário Nilson Cosson, da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar, para discutir o assunto.
Para o presidente da CTB José Chaves a reunião parece a pontar para uma solução do problema vivido pelos agricultores. A intenção é que na próxima semana ocorra um novo encontro e que desta vez, seja dentro do Projeto Triunfo, pois todos os outros produtores que hoje não poderam vir a essa reunião poderão ouvir do secretário as explicações pessoalmente.

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