Em momento anterior abordamos um pouco o uso da Ética e Cidadania no meio político. Certamente muitos são os assuntos que devem ser discutido sobre a vida do trabalhador brasileiro. As sindromes acomentem o trabalhador em seu ambiente de trabalho. Das tantas podemos aqui mencioanr a Síndrome de Burnout.

Foi preoculpada com o crescimento dessa síndroem, que a Confederação nacional dos Trabalhadores em Educação publicou o "Cadernos de Educação - Saúde dos(as) Trbalhadores(as) em Educação". Este trabalho apresenta uma coletânea de textos que são resultantes do I Seminário Nacional sobre Saúde do(a) Trabalhador(a) em Educação, realizado entre os dias 17 e 19/11/2009, em Brasília. Assim, o trabalho tem como objetivo subsidiar a ação sindical, no que constitui o levantamento de novas bandeiras de luta para fortalecer o trabalhador contra o sistema capitalista.
Na vida moderna, o trabalho é uma atividade que ocupa grande parcela de tempo na vida de cada indivíduo. Muito embora, o trabalho nem sempre possibilita realização profissional. Pode, ao contrário, causar problemas desde insatisfação, desenvolvimento de doenças levando o trabalhador a exaustão.
Muitos são os estudos que apontam o desequilíbrio na saúde do profissional docente. Podendo inclussive, levá-lo a se ausentar do trabalho. O resultado disso, é gerar licenças por auxílio-doença e necessidade. Com isso, a qualidade dos serviços prestados e o nível de rendimento e produção do trabalhador fatalmente são afetados.
Conceituando o termo burnout, este é definido como aquilo que deixou de funcionar por falta de energia. Ou seja é aquilo, ou aquele(a), que chegou ao seu limite, com grande prejuízo em seu desempenho físico ou mental. Como essa sídrome compromete o redimento docente. Há uma grande necessida de valorização na carreira de magistério, não resta dúvida da importância da implantação de políticas públicas que garantam condições adequadas de trabalho. Pois a falta de tais condições representa para a escola um grande números de problemas que a mesma tem que enfrentar. Além de que, pesquisas apontam que esta falta de condições gera doenças nos professores, o que, por sua vez, acaba comprometendo todo o processo de ensino e aprendizagem, já que fazem parte do processo. Como no Brasil paga-se baixos salários aos trabalhadores da educação. Certamente, isso resulta a necessidade dos professores trabalharem em mais de uma escola para que possam assegurar o atendimento das necessidades materiais, ao que se soma à precariedade das demais condições reservadas para o exercício da profissão.
Em estudo de equipe pertencente à OMS, considerou-se o burnout como uma das principais doenças dos europeus e americanos, ao lado do diabetes e das doenças cardiovasculares. Por isso, a entidade convocou um grupo internacional de conhecedores no assunto como Cherniss (EUA), Cooper (Reino Unido), entre outros, a fim de elaborar medidas para a sua prevensão.
Investigações (Codo, 1999) sobre a saúde mental dos professores de 1 e 2 graus em todo o país, abrangendo 1.440 escolas e 30 mil professores, revelaram que 26% da amostra estudada apresentava exaustão emocional. Essa proporção variou de 17% em Minas Gerais e no Ceará a 39% no Rio Grande do Sul. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), para ilustrar o grau de estresse inerente ao conflito entre aumento da competição no meio científico e diminuição dos recursos empregados, realizou entrevistas abertas e semi-estruturadas com estudantes de graduação, pós-doutorandos e professores do Departamento de Bioquímica da URFJ, respeitado na tradição em pesquisa.
Concluiu-se que a escassez de recursos promove burnout, competição, estresse no trabalho e sofrimento mental (Meis et al., 2003a).
Como no Brasil e especialmente no Acre não há dados sobre a incidência da Síndrome de Burnout, mas os consultórios médicos e psicológicos registram um constante aumento do número de pacientes com relatos de sintomas típicos da Síndrome. O problema foi identificado em 1974, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Freunderberger, a partir da observação de desgaste no humor e na motivação de profissionais de saúde com os quais trabalhava.
É preciso deixar claro que a Síndrome de Burnout não deve ser confundida com estresse ou depressão. No primeiro caso, o aparecimento dos sintomas psicossomáticos (dores de cabeça, insônia, gastrite, diarréia, alterações menstruais) sugere muito mais um estresse ocupacional crônico, algo que os estudiosos do assunto definem com tentativa de adaptação a uma situação claramente desconfortável no trabalho.
Somente com o fortalecimento da ação sindical, que os governos federal, estaduais e municipais irão implantar políticas públicas em defesa da saúde do trabalhador. Mas, certamente, antes dessa implantação faz-se necessário que se realize pesquisas, investigações sobre os número de adoecimento dos educadores, para que se aponte ações preventivas com assistência à saúde.
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