sexta-feira, 30 de outubro de 2009

UM EXAME MINUCIOSO E AS PERSPECTIVAS DE UM OLHAR SOCIALISTA


O inicio do século XXI se deu dentro de um contexto histórico mundial, em que o sistema capitalista vive o seu mais forte desgaste de suas estruturas micro e macroeconômicas que constituem as engrenagens que moldam o modelo de produção, distribuição de renda e consumo deste sistema desgastado.


Ao demonstrar fortíssimas falhas em suas estruturas de funcionamento, pois ao longo da história sempre produziu uma enorme barreira entre as classes sociais, onde os ricos sempre ficam mais ricos e os pobres sempre mais pobres ou miseráveis. Esse contexto de crise mundial proporciona condições de avanços sociais com eleições de governantes que apresentam um perfil político mais nacionalista, vale aqui darmos destaque para os países da América Latina, dentre eles o Brasil.


É neste importantíssimo cenário, que forças políticas progressistas se propõem a construir um amplo projeto de desenvolvimento nacional democráticos e soberano, com forte crescimento social para dar ao país condições de ser uma nação influente no mundo.

Na compreensão do PCdoB, o programa tem de estar situado historicamente no processo de evolução da história da política brasileira. O programa é para o Brasil. Desse modo – se conseguiremos situá-lo no itinerário da política brasileira -, ele estará impregnado com a realidade e a história do nosso pais. Não é algo, portanto, abstrato. Ao contrário, é um texto compreensível, que dá resposta às lutas concretas do nosso povo. E tem uma perspectiva clara”.(Renato Rabelo, Princípios, outubro de 2009, p 16)


É como esta visão de futuro que o PCdoB promove seu 12º congresso nacional. Neste encontro “vermelho” será apresentado e debatido o NPND que traz na sua essência uma fortíssima reação aos planos imperialistas, latifundiários, implantando um árduo combate as oligarquias financeiras. Pois se entende que só assim, o Brasil poderá sobrepujar as facetas do neoliberalismo com predominância do capital especulativo e parasitário. Destaco aqui, que esta nefasta corrente de pensamento econômico liberal foi introduzida no Brasil ainda na década de 80 do século passado, desde então, o crescimento descontrolado da terceirização com empresas que prestam serviços à iniciativa privada e a administração pública traz graves problemas ao trabalhador, as entidades sindicais, como também a magistratura trabalhista, que não encontra meios legais para enquadrar as empresas terceirizadas fraudulentas. Com essa política, cria-se uma rede de irregularidades, conchavos e clientelismo nessas empresas privadas. Dividir o que é do estado e o que é da iniciativa privada certamente faz muito bem a nação, em especial ao trabalhador, que através de seus tributos mantém a máquina governamental funcionando, mas, para tanto, faz-se extremamente necessário que exista uma delimitação, se não perfeita, objetiva e clara aos olhos de toda sociedade entre o privado e o público.

É neste mar de problemas em que vivemos que o Novo Plano Nacional de Desenvolvimento traz um importante projeto de resgate da soberania nacional, pois retira da nação a concepção de subjugada que predomina sobre os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Nesse molde de projeto de novo desenvolvimento para o Brasil a integração latino-americano passa a ser um dos seus pilares essenciais.

Neste momento de reflexão classista, não podemos deixar de mencionar a importante transformação que a Educação com qualidade promove no cidadão.

Por tudo isso, entendemos que “A crise que hoje atravessamos não é somente de caráter, econômico, ou mesmo moral. Não se restringe a um país ou a uma determinada classe social. A crise que vivemos repõe certas questões que fundam e fundamentam o percurso de uma época. Por isso, encontramo-nos diante de um desafio: o de saber decidir e discernir, e de saber realizar uma superação criadora deste momento que nos permita alcançar um novo patamar de pensamento, uma outra maneira de experienciar o mundo e a nós mesmos. No caminho desta superação, temos de nos defrontar com uma questão essencial: O que significa para nós ser um ser humano?” (UNGER, 2001, p. 19)


José Chaves
Professor Licenciado em Letras Vernaculo
Presidente da CTB/AC

Nenhum comentário:

Postar um comentário